PIPETAS E PONTEIRAS                     
 

 

Quais são as escolhas na hora de se comprar uma pipeta?

 

Escolher a pipeta que comprar é escolher o equipamento que você usará diariamente por vários anos a fio. É uma escolha decisiva. Existe uma série de perguntas a se fazer antes de comprar uma pipeta:

 

- Qual tipo de pipeta comprar?

                As pipetas variam de volumes até 10ul até volumes de 10 ml. Os principais modelos de pipetas são as monocanais, multicanais (apresentando 8 ou 12 canais) e as eletrônicas. Considere também as pipetas de deslocamento positivo, para amostras desafiadoras.

 

- Quais ponteiras comprar?

                Quem irá responder esta questão serão seus experimentos. Que tipo de reagentes você está pipetando? Que tipo de amostras? Qual é o grau de pureza exigido?

 

- Quais pipetas exigem menos manutenção?

                Todas as pipetas estão sujeitas a descalibração e contaminação. Escolha uma pipeta que permita inspeções rápidas e calibrações com equipes certificadas.

 

- O que priorizar: precisão ou conforto?

                Marcas de qualidade garantem pipetas dentro do padrão das ISOs 9001 (qualidade) e 8655 (precisão) e o único fator a se decidir é o conforto. Não menospreze um pistão macio, pois o desconforto na hora de pipetar pode influenciar no resultado final!

 

Veja nas guias abaixo nossas sugestões de tipos de ponteiras, nossas dicas de inspeção da pipeta e veja como é realizada a calibração das pipetas.

 

Muito provavelmente, a pipeta é o instrumento de trabalho que você mais utiliza em seu laboratório. Não é incomum um pesquisador passar diversas horas por dia pipetando, com a mesma pipeta, diferentes tipos de soluções e amostras. Também é bastante comum uma pipeta ser compartilhada por diversos usuários.

Por mais que as pipetas modernas sejam bastante resistentes e precisas, mesmo a melhor das pipetas precisa passar por inspeções periódicas. O ideal é que estas inspeções sejam rápidas, e que permitam decidir rapidamente se a pipeta pode ser usada, ou se deve ser enviada para manutenção.
É possível verificar rapidamente se a pipeta precisa de manutenção. Para as pipetas monocanais Gilson, basta seguir as seguintes etapas abaixo. Caso você observe problemas, entre em contato com a Sinapse:

 

1. Verifique o n° serial da pipeta e a data da última calibração
 

2. Veja a aparência geral da pipeta

  • O pistão está torto ou corroído?
  • O visor está bem visível?
  • A haste e o ejetor de pipetas estão ok?

 

3. Veja se a pipeta está funcionando normalmente

  • Você consegue trocar o volume facilmente?
  • Você consegue ejetar ponteiras facilmente?
  • A pipeta está segurando a ponteira?

 

4. Verifique se a pipeta está vazando

  • Pipete o volume máximo e segure por 20 segundos. Está vazando?

 

5. Veja como está o pistão, seal e o-ring

  • Remova o ejetor de ponteiras, desrosqueie a rosca e romova a haste
  • Há sinais de manchas ou lesões no seal e o-ring?


Apenas estas etapas não garantem que sua pipeta esteja em condições ótimas. Faça manutenções periódicas de suas pipetas e utilize apenas ponteiras adequadas para seus experimentos.

 

Quando você compra a sua pipeta Gilson, você também recebe o manual da pipeta e o certificado de conformidade, onde você encontra as especificações do fabricante. Estas especificações determinam os erros sistemáticos e os erros randômicos máximos permissíveis.

Mas o que significa erro sistemático e erro randômico? E o que significa erro máximo permissível?

  • Erro sistemático, ou acurácia, corresponde à diferença entre o valor que se deseja pipetar e o valor que está sendo pipetado. É natural que haja variação entre o valor pipetado e o desejado, mas esta variação não pode ser muito grande.
  • Já a o erro randômico, ou precisão, indica se a pipeta está de fato pipetando o valor desejado, independente da variação entre as pipetagens. Ou seja, será que a pipeta está configurada para pipetar o volume que está indicado no visor?

No manual da sua pipeta, você encontrará os valores máximos permitidos de erro padrão e erro randômico para que a pipeta receba o certificado ISO 8655, assim como o certificado Gilson. Observe que, para obter o certificado Gilson, os valores máximos tolerados de acurácia e precisão são bastante inferiores aos da ISO.

 

Para saber mais sobre a calibração das pipetas Gilson, faça download do manual ‘Gilson Guide to pipetting’, na barra esquerda deste site.

 

Em nossos experimentos diários, passamos muito tempo escolhendo as amostras e os reagentes necessários. Realizamos uma série de contas de o quanto pipetar em cada experimento.


Mas quanto tempo nós dedicamos para escolher a ponteira correta?


A escolha errada da ponteira, assim como dos reagentes, podem comprometer todo um experimento. Dependendo do tipo de solução ou amostra, é muito importante que se escolha a ponteira correta. Caso contrário, existe o risco de contaminar suas amostras, seus reagentes e sua própria pipeta.

 

Um dos erros mais comuns é a escolha de ponteiras padrão, sem filtro, para a realização de PCR. Caso um pouco do DNA da amostra contamine a pipeta, existe o risco de se contaminar os reagentes do PCR, resultando em falsos-positivos. Neste caso, você terá de trocar todos os reagentes do PCR!

 

A Gilson oferece as ponteiras DIAMOND, de polipropileno virgem, livres de corantes ou contaminantes. Elas podem ser facilmente identificadas pelo símbolo G em sua base. Existem três variações das pipetas:


- padrão sem filtro: ideais para reagentes de rotina.

- estéril sem filtro: esterilizadas com raios gama, estas ponteiras são livres de DNA, RNA, DNase, RNase, ATP, pirogêncios e traços de metais.

- estéril com filtro: esterilizadas com gás óxido de etileno, estas ponteiras são recomendadas para manipulação de amostras de DNA e RNA, eliminando o risco de contaminação da pipeta.

 

Para garantir o encaixe perfeito, utilize as ponteiras DIAMOND junto com as pipetas Gilson.

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